sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Acho que minha incapacidade (ou azar) em me conectar com humanos está me levando para o caminho contrário, o Metafísico. Minha solidão está se tornando insuportável. Tento racionalizar algumas questões afetivas, mas ainda sim parecem não ser corretas, ou  melhora dizendo: natural.

domingo, 13 de novembro de 2016

Outra surpreendente necessidade é a de fuga. Já é aceitável nos sujeitarmos a situações degradantes para ter algum dinheiro. E depois de gastar muito tempo de vida nesses espaços, gasta-se o dinheiro para esquece-los.

Me surpreende a incrível necessidade de atenção da qual necessito. Me agarro com todas as forças a projetos, problemas e pessoas apenas para sentir o mágico conforto e o carinho de alguém, por mais falso que seja...

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Essa carência é minha ruína?
Na verdade essa necessidade alucinada de sacia-la é!

Meus olhos e minha consciência se voltam para o exterior, eu sou por mim mesmo esquecido.

Não mais. Aprendo, finalmente o valor do egoismo.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Outra nota.

Me pego pensando na dificuldade que tenho em socializar, principalmente em flertar. Descobri tarde demais que estou na direção errada, contudo não é algo que eu possa mudar, minha trajetória, meus traumas me fizeram assim. Minha antipatia está na incapacidade de estabelecer conexões com as pessoas. Não por desinteresse, mas aparentemente tal coisa não é mais tão importante, basta um belo rosto e alguns amigos comentando "se viu que tal saiu com tal" que o relacionamento já ganha legitimidade.

Uma nota

As vozes nos imaginamos e até nos sentimos no topo do mundo. Uma sensação ótima. É o nosso momento, a vida flui, o mundo está a seu serviço, és admirado. Mas o efeito das bebidas passa, música abaixa e você está de volta a sua condição inicial. Sem glamour, sem adrenalina e sem vontade de seguir. Sua cabeça só pensa em quando será possível reviver tal experiência, seja na balada, seja na cama. No fim, aceitar a condição é difícil e dói. Quantas pessoais nesse país se denominam latino americanas? Um país feito de sucata, que dá o pouco que tem para viver as experiências dos ricos. Difícil dizer, mais difícil é aceitar.

Latino, pobre, ganha 3mil reais e no fundo do poço. O pior de tudo isso é que essa previsão é de alguém que está "bem de vida". Imagine os ruins...

Mais um

Recentemente completei um ano em Ribeirão, na casa do meu pai e minha vida nunca foi tão infeliz. Ainda estou me perguntando as razões para tal desprazer. No fundo acredito que tem me faltado coragem. Não estou assumindo riscos e mais uma vez estou vivendo para as impressões. Consegui um emprego deprimente, sou subjulgado por pessoas completamente ignorantes e desprovidas de qualquer sensibilidade ou sentido. Um festival de vazio, quando muito algum valor metafísico.

O pior de tudo isso é que não estou encontrando saída para isso. Tenho olhado para todos lados e atento a todos os olhares, e como sempre essa vontade niilista me abraça.  Por hora apenas alguns planos me consolam. Minha existência nesse último ano está carregada de péssimos adjetivos.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Isso provávelmente funcionaria bem como enredo de algum filme hilpster.
Cá estou eu, eu um velório, no meio da madrugada pensando o quando a vida é sem sentido. Concluindo que todos os rituais, palavras e etc. que são preferidas ao lado do cadáver são para confortar  pessoas que possuem (assim como eu) desenvolvimento emocional igual de uma criança.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Eu conheço minha dor,
Ela nunca me deixou,
Nos últimos anos sua compania se acentuou,
Minha dor é minha vida!