quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Queria ter alguém na minha vida para compartilhar esse momento. Não sei porque, mas minha necessidade de conversar a respeito da vida, do cotidiano vem aumentando drasticamente nos últimos dias, talvez minha solidão tenha ficado mais rigorosa.... como não há alguém para compartilhar, tristemente registro aqui.

Estava eu no terminal rodoviário da Barra Funda em São Paulo aguardando ônibus para Assis quando me deparei com uma cena curiosa. Sentados em poltronas próximo a mim, um homem negro é levado por um funcionário da rodoviária a até um dos bancos gesticulando muito. Achei estranho, mas logo me lembrei das notícias a respeito dos imigrantes haitianos que haviam vindo para o Brasil. Poderia esse homem ser um imigrante?
Ele ficou sozinho por um tempo, mas logo  puxou assunto com um homem que estava ao seu lado. Fiquei ainda mais curioso. Outro homem se aproximou. Fixei-me com toda atenção na cena e pude perceber que um dos homens tentava responder o negro em inglês.
Percebendo, eu logo me levantei e fui em direção aos três. Constatei que nenhum dos dois homens falavam inglês. Intervi. Descobri que de fato se travava de um haitiano, e estava pedido. Havia voado com uma escala em Quito. Queria seguir viagem para Itajaí. Chamei alguns funcionários, servi de intérprete por alguns momentos e logo estava ele em direção a seu destino. Muito educado, entre os diversos apertos de mãos ganhei no mínimo cinco abraços.

Queria ter alguém na minha vida para compartilhar esse momento. Não sei porque, mas minha necessidade de conversar a respeito da vida, do cotidiano vem aumentando drasticamente nos últimos dias, talvez minha solidão tenha ficado mais rigorosa.... como não há alguém para compartilhar, tristemente registro aqui.

Estava eu no terminal rodoviário da Barra Funda em São Paulo aguardando ônibus para Assis quando me deparei com uma cena curiosa. Sentados em poltronas próximo a mim, um homem negro é levado por um funcionário da rodoviária a até um dos bancos gesticulando muito. Achei estranho, mas logo me lembrei das notícias a respeito dos imigrantes haitianos que haviam vindo para o Brasil. Poderia esse homem ser um imigrante?
Ele ficou sozinho por um tempo, mas logo  puxou assunto com um homem que estava ao seu lado. Fiquei ainda mais curioso. Outro homem se aproximou. Fixei-me com toda atenção na cena e pude perceber que um dos homens tentava responder o negro em inglês.
Percebendo, eu logo me levantei e fui em direção aos três. Constatei que nenhum dos dois homens falavam inglês. Intervi. Descobri que de fato se travava de um haitiano, e estava pedido. Havia voado com uma escala em Quito. Queria seguir viagem para Itajaí. Chamei alguns funcionários, servi de intérprete por alguns momentos e logo estava ele em direção a seu destino. Muito educado, entre os diversos apertos de mãos ganhei no mínimo cinco abraços.